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  • Foto do escritorKrishna Grandi

Minha paixão por Agatha Christie

Começou quando eu tinha onze ou doze anos. Eu pegava os livros “dos mais velhos” na biblioteca da escola para ler. Curtia a temática de assassinatos e suspense. Até que um dia comentei com a minha mãe que eu não encontrava livros bons assim. Ela disse que lia Agatha Christie quando era mais nova. Eu fui correndo à biblioteca checar no próximo dia. Ela falou também sobre Sidney Sheldon, só que desde que eu comecei a ler Agathinha, nunca mais parei para ler outra coisa. Cheguei a ter uma coleção de trinta e cinco livros dela. Já li muitos títulos. Adaptações diversas encontradas na internet. E recentemente, assisti “Morte no Nilo”, nos cinemas, com a minha melhor amiga.


O primeiro livro que peguei, foi “Convite para um Homicídio''. Só que não foi o primeiro que eu terminei. Depois veio “A Noite das Bruxas”, mas, de novo, não terminei esse naquela época. Li de verdade, até o final “Um Gato entre os Pombos” e já havia me apaixonado. Dali foi só ladeira abaixo com “E não sobrou nenhum”, “Os Crimes ABC”, entre outros clássicos.



E durante muitos anos, era só o que eu lia. Revezava um pouco com “Salve-se quem puder” ou “Os Karas”, até mesmo a coleção “Vagalume”. Entretanto, foi nas doces mortes da Agatha que eu me esbaldei. Depois, eu li outros autores. Contudo, ela continua sendo minha referência. Agora adulta, posso observar narrativa, padrões, encontrar pistas que a imaturidade não me permitia perceber. As relações humanas vistas nos livros da Agatha Christie permanecem atuais. Seus crimes de época são apenas uma fantasia que mascara um sentimento que ainda nos é tão… recente. A soberba, tirania, amor. Se não foi sobre amor e suas consequências o fim da agradável Lynnet, em “Morte no Nilo”. Seus suspeitos, tão românticos quanto possíveis assassinos.



Os jornais já denunciam essa falha da humanidade. E o que mais choca em seus romances, não são as mortes em si, mas a possibilidade de eles serem reais. O poder de ter acontecido, somado com a sagacidade de suas tramas, fascinam até hoje. Eu ainda estou surpreendida pela leitura. Eu ainda quero ler mais. Eu ainda a amo intensamente. Um dos meus objetivos é terminar a coleção dos livros. Com paciência, carinho e lendo um de cada vez.

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